sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sexta Cultural - 08/ 05/ 2015

Homenagem às Mães

Apresentadora: Maria Margareth Carvalho Alves Candian.

Boa noite! Existe, no mundo, sentimento mais verdadeiro e sublime que o amor materno? Nessa noite, as mães são as nossas homenageadas. Na verdade, as mães merecem amor, respeito, gratidão, não somente numa data especial, mas o ano inteiro, todo os dias! 

Queridas Mães:

Sabemos que vocês se desdobram em mil, revelando, a cada dia, novas habilidades. Depois de cuidar dos filhos, de muita dedicação ao trabalho, das compras no supermercado, das tarefas da casa, você pensa: ainda falta fazer tanta coisa e o dia já passou! Não é verdade?

Todo dia é tempo de agradecer a Deus, por ter colocado esse anjo em nossas vidas. Tudo que preparamos jamais será o bastante para homenageá-la! Esperamos que, hoje, você vivencie alegres emoções: momentos dedicados especialmente a você, mãe!

1) Abrindo nossa comemoração, apresentaremos um vídeo, narrado por Pedro Bial, em homenagem às Mães.

2) Apresentamos o projeto Poesia Ilustrada, coordenado pelas professoras de Língua Portuguesa e Inglês. Poesia é um gênero literário, caracterizado por versos estruturados, de forma harmoniosa. É uma manifestação de beleza e estética, retratada pelo poeta, em forma de palavras. No sentido figurado, poesia é a palavra que comove, sensibiliza e desperta sentimentos. Nas oficinas de poesia, alunos de várias disciplinas escreveram versos, em homenagem às mães. Convidamos a aluna Ediana de Fátima Cesário para declamar a poesia de sua autoria .

3) Depois da produção escrita, as poesias foram transformadas em lindos cartões, sob a coordenação da professora de Arte. Recebam esse presente, com muito carinho, feito especialmente para vocês!

4) Nas aulas de Inglês, os alunos escreveram mensagens e aprenderam algumas curiosidades relacionadas ao nosso projeto. Convidamos a aluna Heloisa Aparecida Gonçalves de Paula Calixto, para apresentar os resultados desses estudos.

5) Também sob a coordenação da professora de Arte, foram preparadas, para vocês, lindas corujinhas! Para todas as mamães corujas,  uma lembrança carinhosa, para essa data tão bonita!

6) Sob a coordenação dos professores de Geografia, História, Física e Química, alunos de várias disciplinas prepararam uma peça de teatro, intitulada “A mulher das cicatrizes”. O texto dessa comovente história foi encontrado na internet e adaptado pelas supervisoras da escola. 


NARRADOR(A): ___  Em uma pequena cidade do interior, moravam D. Ana e Ana Júlia, sua filha. D. Ana, viúva há alguns anos, trabalhava de segunda a segunda, para garantir os estudos da filha. A pobre senhora costurava dia e noite, e ainda fazia trabalhos extras, para aumentar a renda familiar. Possuía feias cicatrizes no rosto, nos braços e nas mãos, mas procurava escondê-las, para não expor sua filha ao constrangimento que sua deformação lhe causava. E assim, viviam as duas, de forma modesta, porém no aconchego do amor materno.

(Entra no palco D. Ana, chamando pela filha, e pegando sua bolsa, para sair).
D. ANA: __ Filha, cadê você? Já estou indo. Arrumei um trabalho extra, volto só à noite.

(Entra no palco a filha.)
ANA JULIA: __ Mas justo no domingo, mãe? E quem vai fazer o almoço? Você sabe que preciso estudar...
D. ANA: __ Filha, já deixei o almoço pronto, é só esquentar a comida. Tchau. Ah! E tem um bolo prontinho, no forno, aquela receita que você adora!
ANA JULIA: __ Ai, mãe, não aguento mais essa situação. Por que você tem que trabalhar até no domingo? Já vou avisando que não vou arrumar a cozinha, viu?
D. ANA: __ Ah, minha filha, só o que ganho com as costuras, não dá pra pagar as contas. Mas não se preocupe, quando eu chegar, arrumo tudo. Tchau, já estou atrasada. Fique com Deus!
(D. Ana sai e, em seguida, o telefone toca. Ana Julia vai atender).
ANA JULIA: __ Alô? Oi Rafael, tudo bem? Não posso, estou cheia de coisas pra estudar,  vou ficar em casa. Vocês vão passar aqui? Que horas? Tá legal, às duas horas. Sabem onde eu moro, né? Vou esperar vocês!

NARRADOR(A): __ Mais tarde, os colegas da faculdade vieram visitá-la. Ana Julia colocou a melhor toalha na mesa, para servir o bolo.
ANA JULIA: __ Oi Rafael, Marcelo e Carolina!  Oi, Thiago e Clarissa! Que bom que vocês vieram!  
CLARISSA: __ Seus pais não estão em casa? 

NARRADOR(A): Nesse instante, Carolina interrompe e explica sobre a situação da amiga.
CAROLINA: __  Gente, vocês não sabem que os pais dela moram em outra cidade? Por isso, mora num apartamento tão pequeno! Mas ainda bem que tem uma empregada, não é? Só assim, pode estudar sossegada. O curso de Medicina não é fácil, não!

NARRADOR(A): __ Ana Júlia serviu o bolo, calada e triste. Tinha vergonha da própria mãe, e da vida modesta que levava. Os amigos acreditavam nas mentiras que Ana Júlia contava. E o tempo ia passando.

Música. Fechar as cortinas. Todos saem do palco. Arrumar a mesa, cenário do aniversário.

Abrir as cortinas.
NARRADOR(A): __ O tempo foi passando e, finalmente, chegou o dia do aniversário de Ana Júlia. A tarde estava linda, e o céu muito azul. D. Ana estava alegre, preparando uma mesa de lanche bem especial, para aquela ocasião tão especial!

D. ANA: __ Julinha, minha filha, convide seus amigos e colegas da faculdade para comemorarmos o seu aniversário! Eu fiz salgados, um bolo, comprei até refrigerante!
ANA JULIA: __ Não mãe, de jeito nenhum! Eu não vou convidar ninguém! O pessoal da faculdade nem sabe que hoje é meu aniversário!

NARRADOR(A): __ A pobre D. Ana nem desconfiava que era rejeitada pela própria filha. Só queria agradar a moça. E continuou a insistir no assunto.
 D. ANA: __ Mas, minha filha! Fiz tudo isso, só pra te ver feliz! 
ANA JULIA: __ Pois fez muito mal. Eu já disse que não vou convidar ninguém, e eu não te pedi nada disso! E tem mais: à noite, eu vou sair com os meus amigos! Você não vai me negar um dinheirinho, pra eu sair com a turma, né? 
D. ANA: __ Não, minha filha. Recebi hoje uns trocados, vou pegar pra você. Tudo que quero é ver você feliz, com muitos amigos!  Não se esqueça, minha filha, a faculdade está acabando, e você precisa conservar as boas amizades!
ANA JULIA: __ Não se preocupe, mãe, que depois de formada, conseguirei as amizades que eu quiser!  E serei muito feliz, com minha profissão, pois vou ganhar muito dinheiro!

(Ana Julia sai e D. Ana fica parada, olhando triste a mesa, que preparou com tanto carinho).

NARRADOR (A): __ Mas o que a moça não sabia era que, para seu amadurecimento, o ESPIRITO SANTO de DEUS já estava agindo, com uma grande surpresa para ela. Alguns minutos depois, D. Ana ouve alguém chamando, e vai atender a porta.
D. ANA: __ Pois não? O que desejam? 
RAFAEL: __ Boa tarde! A Ana Júlia está? 

(Ana Júlia aparece correndo, desesperada).

ANA JULIA: __ Gente, o que vocês estão fazendo aqui?
TODOS: __ Surpresa! “Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!” Viva a Ana Júlia!!!!! Viva!!!!!
ANA JULIA: __ Obrigada, mas como é que vocês souberam que hoje é meu aniversário?
CAROLINA: __ Uai, amiga, perguntei na secretaria! Eu sabia que era em maio, mas não tinha certeza do dia...
D. ANA: __ Que bom que vocês apareceram! Ana Júlia, seus amigos não vão entrar? Entrem, minha gente!
CLARISSA: __ Quem é esta senhora de avental, tão simpática? 
ANA JULIA: __ Ah, essa é a minha empregada!  

NARRADOR(A): __ D. Ana arregalou os olhos, mas não disse nada. Entendeu, naquele instante, que a filha tinha vergonha da própria mãe. Ainda meio tonta com a descoberta, ouviu sua filha dizer:

ANA JULIA: __ Anda, Madalena, não fique aí parada! Sirva-nos algo de beber ou comer.

NARRADOR(A): __ Sentindo uma lágrima rolar por seu rosto, D. Ana correu para a mesa, ajeitando os copos na bandeja. Porém, as lágrimas se multiplicavam, e D. Ana não conseguiu conter o choro. Todos perceberam algo estranho, até que Ana Júlia tomou uma atitude e disse a todos:
ANA JÚLIA: __ Pode deixar, Madalena, que eu mesma sirvo. Pessoal, não reparem, desde cedo ela comentou que estava passando mal, não é, Madalena? Pode ir para o seu quarto, descansar.

NARRADOR(A): D. Ana se retira e a reunião dos amigos continua, como se estivesse tudo normal por ali. Mais tarde, os colegas se despedem e vão embora. Ana Júlia, também vai dormir, cansada, porém feliz, com a visita dos colegas. Afinal, tudo acabou bem.

Ø Música. Fechar as cortinas. Tirar a mesa do lanche e arrumar o cenário do consultório médico.
Ø Abrir as cortinas.
NARRADOR(A): __ Passado um bom tempo, faltando poucos meses para a formatura de Ana Júlia,  sua mãe adoece gravemente. A filha, então, resolve levar a mãe para uma consulta médica.

MÉDICO: __ D. Ana, o seu estado é grave, muito grave. Ana Júlia, já fizemos todos os exames e infelizmente, devido ao estado avançado da doença, não há muito o que fazer.
ANA JULIA: __ Doutor, eu estou me formando em medicina, e deve haver alguma coisa que eu possa fazer.
MÉDICO: __ Não, sinto muito. Mas eu gostaria de saber uma coisa: D. Ana, como foi que a senhora adquiriu essas cicatrizes? Posso ver que foram mal cuidadas. Esse tipo de queimaduras exige um tratamento rigoroso, para não acontecer isso, para não ficarem tantas marcas.

NARRADOR(A): __ D. Ana relata o que aconteceu ao médico, na presença da filha. Nunca havia contado essa história a ninguém, nem mesmo Ana Júlia sabia como havia acontecido o acidente que havia deformado sua mãe.
D. ANA: __ Morávamos num barraco de madeira velha. Eu estava lavando roupa, quando ouvi um estrondo, e vi as chamas tomando conta do barraco. Ana Júlia, minha filhinha, dormia lá dentro. Foi então que eu entrei, enfrentando as chamas. Envolvi o bebê num cobertor e tirei-a de lá. Naquela hora, eu só sabia que precisava salvá-la. E não pensei em mais nada.

NARRADOR(A): __ E as lágrimas invadem o rosto de Ana Júlia, ao descobrir que as cicatrizes que a mãe carregava por todos esses anos,  e que tanto a envergonhavam, eram o símbolo da coragem de sua mãe, que salvou a sua vida. Não havia maior prova de amor materno.
ANA JULIA: __ Mãe, me perdoe! Então foi por minha causa que você ficou com essas cicatrizes! Foi para salvar a minha vida! Ah, mãe, quantas vezes te maltratei e até te rejeitei. Por favor, me perdoe, mãe querida!
D. ANA: __ Agora você sabe, minha filha; um dia, eu fui muito bonita, assim como você. Dei minha beleza pela sua vida, e não me arrependo, foi o preço que paguei para que você pudesse viver!   
MÉDICO:  __ Já chega, Ana Júlia, ela precisa repousar. Não pode se emocionar tanto assim. D. Ana, a senhora não pode voltar para casa, vamos começar imediatamente o tratamento.

(Música. Fechar as cortinas. Não retirar o cenário do consultório.)
NARRADOR(A): __ A mãe de Ana Júlia fica no hospital e, na faculdade, todos ficam sabendo do ocorrido. Quando descobrem a verdade sobre a mãe da colega, conversam sobre o assunto.

(Entram os colegas e ficam na frente do palco, com as cortinas fechadas).

Marcelo: ___ Gente, estou chocado com tudo que aconteceu. Então, a tal Madalena era a D. Ana, mãe da Ana Júlia?
           
Clarissa: ___ Pois é, Marcelo, que horror! Confesso que estou decepcionada com as atitudes de nossa colega... De que adianta ser médica, ter uma brilhante carreira, e mentir desse jeito?

Thiago: ___ Parece que ela tinha vergonha de sua origem humilde... que bobagem...

Rafael: ___ E você, Carolina, não diz nada? Você sempre foi a melhor amiga dela...

Carolina: ___ Ai, gente, vamos deixar essa história pra lá. Eu aposto que Ana Júlia está arrependida e sofrendo. Amanhã mesmo vou até lá, oferecer minha ajuda. Gosto muito da Ana Júlia e os erros dela não vão prejudicar nossa amizade. Pelo contrário, agora é que ela deve estar precisando dos amigos, né? Vamos embora, amanhã é outro dia.

(Todos saem. Abrir as cortinas. Cenário do consultório médico.)

NARRADOR(A): __ Diante da gravidade da situação, os amigos acabaram perdoando as mentiras da colega. No dia seguinte, Carolina acompanha Ana Júlia até o hospital, e ouve o médico dizer que o estado de sua mãe piorou.  Ana Júlia se desespera e quer ver a mãe; o médico pede que se acalme, para não agravar ainda mais o quadro. Ana Júlia se controla e conversa com o médico:

ANA JULIA: __ Doutor, graças aos sacrifícios da minha mãe, estou me formando em medicina, e preciso que ela me perdoe e me dê sua bênção. Meu coração me diz que não terei outra oportunidade. Por favor, me deixe abraçá-la!
MÉDICO:  __ Está bem, mas seja rápida, ela não pode se cansar.

NARRADOR(A): __ A moça entra para falar com a mãe e D. Ana, muito feliz,  conversa com a filha.
D. ANA: ___ Vem cá, filha. Até aqui, fomos só nós duas e Deus. Mas estou tranquila, porque deixo você com ótimos amigos, para quando precisar. Todos aqueles para quem eu trabalhei são nossos amigos, e se precisar de um colo de mãe, procure a dona Margarida, que ela te dará. Cada um tem a sua hora e a minha chegou, mas eu vou feliz, porque te deixei preparada para a vida.
ANA JULIA: __ Mãe, por favor, me perdoe, por tudo que eu te fiz sofrer!
D. ANA: __ Eu já te perdoei, filha, fique na paz de Deus. Tudo que vivemos juntas, foi uma lição para nós duas; só te peço que trabalhe com amor, que faça tudo de melhor em sua profissão, porque você terá muitas vidas em suas mãos. E quando você tiver alguma dificuldade, dobre os joelhos e ore! Deus te ouvirá e te ajudará. Eu sempre fiz isso. Eu te abençôo, seja feliz.

NARRADOR(A): __ D. Ana fecha os olhos e o desespero toma conta de Ana Júlia.  O médico se aproxima.

MÉDICO: ___ Você precisa ser forte. Em nossa profissão, temos que conviver, muitas vezes, com o momento do último adeus.  O importante é que você se redimiu.

NARRADOR(A): ___ E assim, termina a história de D. Ana, mãe amorosa e sofredora, que viveu para amar sua filha. E aqui começa a história de uma nova Ana Júlia, que aprendeu, com sua mãe, a lição do amor maior. Nós somos pessoas fracas, erramos muito na vida, mas Deus nos dá a oportunidade de corrigir nossos erros, através do perdão. Deus perdoa e renova-nos sempre, pois ele é feito de bondade e misericórdia. Para todos os presentes, deixamos nossa mensagem: nenhum amor, no mundo, se compara ao amor materno. Vamos amar nossas mães, antes que seja tarde demais. Parabéns a todas as mães!

(Música. Fechar as cortinas.)

7) Agora, vamos ouvir a música Fico assim sem você, de Claudinho e Buchecha, que será apresentada por nossos alunos, para alegrar a nossa noite! O coral foi coordenado pelos professores de Sociologia/ Filosofia, Matemática, Ciências e Biologia.  

8) Como mensagem final, um vídeo que destaca o verdadeiro sentido de SER MÃE.

9) Para encerrar, vamos cantar, todos juntos, para nossas queridas mães, o “PARABÉNS PRA VOCÊ!”















 
 

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